Este Grupo foi fundado por volta dos anos 80, na última residência dos Condes de Fijô, palácio existente no Burgo, da então ainda Vila da Feira. Nasceu no seio duma Coletividade, onde permaneceu durante 20 anos, e mesmo com as dificuldades que enfrentou, conseguiu implantar-se, como um Grupo digno das funções para que foi criado, de que muito se preza.
Constituiu Associação, por escritura pública em 26 de junho do ano 2000, após rotura entre os elementos do Grupo e a Direção da Coletividade anterior no final de 1999.
Fez trabalho importante de investigação e recolha de trajos, de danças e cantares, de usos e costumes dos antepassados, editou um livro sobre a cultura do linho na região intitulado de “O linho e suas tradições em Terras de Santa Maria”, contribuiu com as suas pesquisas para o lançamento duma coleção de postais de trajos, recolheu importante espólio de material etnográfico que hoje faz parte do Museu dos Loios em Santa Maria da Feira, editou um livro sobre memórias fotográficas do grupo, editou dois livros da autoria do seu presidente intitulado “Falando sobre Tradições” e um sobre “Usos e Costumes em vias de extinção em Terras de Santa Maria”.
Continuou o trabalho de pesquisa e recolha de tudo o que tem interesse de representatividade da história de vida dos nossos antepassados de há um século atrás, trajou o Grupo de acordo com a época que representa, fez permutas com Grupos similares das Ilhas dos Açores e da Ilha da Madeira, tem participado em encontros de “Antiguidades Populares” um pouco por todo o País.
É filiado na Federação do Folclore Português, na Fundação INATEL, na Federação das Coletividades do Concelho da Feira e na Associação de Canto a Vozes - Fala de Mulheres.
Realiza todos os anos um Encontro de “Antiguidades Populares”, um Encontro de Grupos de Cantares de Janeiras e Reis, um Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio e um Encontro de Cantares à Capela.
Considera-se um Grupo representativo das “Antiguidades Populares” das Terras da Feira – Terra de Santa Maria